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O Oceano Azul e o Design Thinking

O Oceano Azul e o Design Thinking

Oceano Azul, sol, calor e muitas possibilidades

Epa, chegamos naquela etapa em que vamos falar sobre trabalhar de boas na praia?

Não, ainda não! “Oceano azul” é como se chama uma estratégia de marketing, um conceito de negócios que diz que a melhor forma de superar a concorrência é parar de tentar superá-la.

Na metáfora marítima, o oceano azul é um local em que se pode nadar livremente enquanto os mercados já saturados são o “oceano vermelho” em decorrência do sangue derramado nas batalhas entre os concorrentes. O livro, cujo título e subtítulo originais são Blue Ocean Strategy – How to Create Uncontested Market Space and Make the Competition Irrelevant (é comum ver a sigla BOS), foi lançado em 2005. É o resultado de 10 anos de pesquisas dos autores em 150 empresas de 30 setores diferentes. Já vendeu 3,5 milhões de cópias e foi publicado em 43 idiomas no mundo todo. (fonte)

Inovação

A estratégia do Oceano Azul é a melhor tradução para INOVAÇÃO que já vi até hoje. “A Estratégia do Oceano Azul: Como criar novos
mercados e tornar a concorrência irrelevante”, de Kim e Mauborgne (2005).

Imagine uma estratégia militar em que existem dois grupos de soldados defendendo sua fronteira. Vindos de lados opostos eles vão bater de frente um com o outro destruindo cada um dos inimigos. Ganha que combater primeiro. Esse é o princípio do mercado atual, superar o concorrente para avançar, mesmo que isso demande de redução de lucros e capacidade de crescimento. Já na estratégia do Oceano Azul a concorrência é irrelevante. Isso mesmo! Ultrapassar fronteiras encontrando novos caminhos, abandonando os esforços de vencer o concorrente inventando um novo setor ou segmento.

Modelo de ações Oceano Azul

A estratégia do Oceano Azul é baseada em 4 ações que tem como objetivo reconstruir a curva de valor, inovando!

1- O que Eliminar?

2 – O que reduzir?

3 – O que elevar?

4 – O que criar?

Por meio das duas primeiras (reduzir e eliminar), a empresa desenvolve novas ideias sobre como otimizar a estrutura de custos em relação aos concorrentes. As outras duas (criação e elevação), são obtidos insights sobre como aumentar o valor para compradores e criar novas demandas. O resultado da aplicação deste modelo é o descobrimento de novos aspectos e o questionamento amplo de velhas verdades impostas pelo modelo de negócio (Kim & Mauborgne, 2005).

Design Thinking e os processos de inovação

Aproximar do problema e mergulhar nas implicações da empresa. Esse é o maior desafio do Design Thinking, estudar o ponto de vista de cada atividade e os caminhos até o consumidor final. A busca da oportunidade a partir da necessidade e dos problemas. É ver o lado bom do lado ruim.Todos os livros de auto ajuda dizem que temos que aprender com os erros, para nunca mais repeti-los. Esse é o conceito do DESIGN THINKING, agregar valor baseado na experimentação.

O “Design Thinking é uma disciplina que usa a sensibilidade do designer junto com os métodos para atender às necessidades das pessoas, com aquilo que é tecnologicamente viável e pode ser transformado em valor com uma estratégia de negócios”, (Brown, 2010, p. 2).

Ao longo da explanação sobre a abordagem, Brown ressalta a importância de se colocar no lugar dos usuários, das pessoas, dos clientes e, a importância da formação de uma equipe multidisciplinar trabalhando em conjunto em um ambiente que emita e respire criatividade. Brown (2010, p. 27) afirma que, “O design thinking é o contrário de pensar em grupo, de forma paradoxal, ocorre em grupos”.

Ideação: tempestade de ideias

É hora do bramstorming, conhecido no Marketing como a tempestade de ideias. É jogar os problemas e os desafios sobre a mesa e discutir com todos as soluções menos convencionais, o famoso “pensar fora da caixa”. A partir daí, “brincar” com os problemas para que eles se tornem os maiores aliados, os melhores insigths, as melhores soluções. A melhor atividade para essa fase é interagir toda a equipe e todos os setores, ouvir as opiniões, trocar ideias e  palpites, fazer networks e atividades da empresa entre os envolvidos.

Prototipagem: é hora de bater o martelo

Quem conhece um programa chamado CANVAS, já tem afinidade e entende o Design do processo. É como planejar um modelo de negócios em meio às suas variáveis. Ele serve pra ordenar e tornar tangível as ideias e ações que foram coletadas. Como se fosse um quebra cabeça em que as peças vão sendo encaixadas. (CANVAS EM 9 BLOCOS)

Estratégia do Oceano Azul X Design Thinking

“Você pode ter um oceano de possibilidades, navegar sozinho e viver em paz com sucesso se pensar fora da caixa”

O principal ponto em comum das abordagens é a necessidade de criar algo de valor perceptível os usuários/consumidores através da inovação. A estratégia do Oceano Azul (EOA) analisa o mercado e a viabilidade a partir do custo e do valor percebido para os consumidores através de ferramentas analíticas e com maior exatidão (quantitativas), mas ao mesmo tempo ressalta a importância de prototipar, criar com skakeholders, ir a campo e validar ideias. Ao ressaltar esta importância, se aproxima da essência do Design Thinking, que prega uma abordagem baseada na forma de pensar do design valorizando o entendimento das necessidades humanas, valores mais subjetivos e qualitativos.

Por fim, os riscos inerentes aos projetos de inovação podem ser reduzidos à medida que ambas as abordagens são aplicadas, aumentando as chances de sucesso do gestor.(fonte)

por: Karine Hasse

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